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Curiosidades sobre Holambra

22/08/2018

Cidade mantém o charme da antiga colônia holandesa no Brasil

Localizada na saída 140 da Rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP-340 - Campinas-Mogi Mirim), no interior de São Paulo, Holambra tem uma população de 13.700 habitantes e é considerada referência nacional de floricultura. O município ostenta o título de maior centro de comercialização de flores e plantas ornamentais do país e responde por cerca de 45% do mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais por meio de duas importantes cooperativas: Veiling de Holambra e Cooperflora.

Cooperativa Veiling de Holambra
Criada nos mesmos moldes do leilão holandês, a Cooperativa Veiling de Holambra, que funciona desde 1989, é reconhecida principalmente por ser uma grande ferramenta formadora de preços de flores e plantas ornamentais. Por ela passam cerca de 40% das plantas verdes e das flores de corte e de vaso comercializadas no mercado brasileiro. O sistema de leilão dessa cooperativa funciona como uma bolsa de valores, servindo de referência para os produtos vendidos em todo o país.

A exemplo do Veiling holandês, o leilão de plantas e de flores de Holambra é reverso, ou seja, ao contrário do convencional, vai do maior ao menor preço. Na prática, o produto é lançado na tribuna de compras com o valor acima do mercado e começa a cair. Como o sistema é regido pela lei da oferta e da demanda, o primeiro comprador que apertar o botão leva a mercadoria pelo preço indicado no relógio.

O leilão é realizado diariamente por meio de três relógios que funcionam simultaneamente, permitindo a comercialização de grandes quantidades de produtos em tempo recorde. Em média, um lote de plantas ou de flores é adquirido a cada segundo.

A Cooperativa Veiling de Holambra é abastecida por cerca de 400 produtores que, juntos, cultivam mais de 350 espécies e quase 3.500 variedades diferentes de flores e plantas ornamentais. A cooperativa relaciona-se com atacadistas e com hipermercados que distribuem seus produtos em mais de 20 mil pontos de venda no varejo (garden centers, supermercados, floriculturas e lojas de paisagismo e decoração).

Cooperflora
Criada em 1999 por um grupo de produtores de Holambra, a Cooperflora também fornece flores (de corte ou de vaso) a todas as regiões do Brasil, sendo uma das mais importantes cooperativas de flores de corte do país.
Sua metodologia de trabalho é voltada para o atendimento próximo e personalizado aos distribuidores e supermercadistas. A Cooperflora atende a mais de 70 produtores e responde por cerca de 5% do mercado nacional.

Arquitetura holandesa
Mesmo com o clima tropical do Brasil, muitas das residências de Holambra preservam as características arquitetônicas das típicas casas holandesas, como os telhados inclinados para evitar o acúmulo de neve e tijolo à vista nas fachadas.
Nas janelas, as cortinas cobrem apenas a metade dos vidros, para que o sol penetre com mais intensidade nas casas para aquecê-las. A outra metade da janela é, geralmente, enfeitada por flores e plantas.
Em algumas casas, os desenhos nas fachadas podem indicar a profissão ou a procedência do proprietário original. Outras trazem placas cujos dizeres, em dialetos que nem todos os holandeses conhecem, remetem a algum acontecimento ou característica muito específica da família que ali vive.
Em Holambra, duas casas, próximas a um lindo lago, podem dar uma ideia desse costume local. Krek Wak Wou (‘Era isto que eu queria’) - informa a tabuleta de madeira, como para explicar o sonho realizado do proprietário. Ao lado, na casa vizinha ocupada pelos filhos, a placa avisa: Wak ok (‘Nós também’).

Moinho de Holambra
Inaugurado em 2008, com 38 metros de altura, o moinho de vento de Holambra é considerado o mais alto da América Latina. O projeto, assinado pelo arquiteto holandês Jan Heidra, é uma cópia fiel dos tradicionais moinhos holandeses. O moinho Holambra é próprio para a moagem de grãos e possui um mirante de onde os visitantes têm uma visão privilegiada de toda a Cidade das Flores e dos municípios vizinhos.

Em julho de 2016, o moinho recebeu postes cujas lâmpadas funcionam com energia solar, marco de um projeto que prevê a iluminação de todo o local com energia limpa. Os postes têm formato de plantas para homenagear os produtores da Cidade das Flores.
Na Holanda, os moinhos são usados desde o século 14 para bombear a água das terras abaixo do nível do mar com o objetivo de conquistar mais terreno e ajudar nas construções de novos diques. Servem, ainda, para moer trigo e cacau e para o preparo da cerâmica, entre outras atividades diárias. 

Trajes holandeses
Na Holanda, os trajes típicos variam conforme a região. Os holandeses incorporaram as roupas regionais de acordo com os costumes de cada local. Os mais conhecidos são usados por moradores dos antigos centros pesqueiros de Volendam e de Marken, ao norte do país. Em Volendam, o vestuário masculino é caracterizado pela bombacha preta e pelo gorro de pele enfeitado com três laços de fita. Já as mulheres vestem longas saias com listras coloridas, corpetes pretos, gargantilhas de coral e toucas de renda.

Em Marken, calça preta e chapéu de feltro comum compõem o visual dos homens, enquanto as mulheres costumam usar longas saias pretas ou em outras cores sóbrias, corpete florido e touca colorida. A touca, por sinal, apresenta duas versões: a simples, usada pelas mulheres da área rural e pelas empregadas e, as mais sofisticadas, feitas com tecidos de renda muito caros e enfeitadas com broches de ouro, entre outros adornos, para diferenciar as classes sociais.

Tamancos
Considerado um dos símbolos da Holanda, ao lado das tulipas e dos moinhos, o tamanco também compõe o traje típico holandês. Produzido com madeiras especiais salix ou poupolos (choupo ou salgueiro), a origem desse calçado data de 1487. Ele foi criado para proteger os pés contra o barro, contra a sujeira ou a umidade. Com o tempo ganhou outras finalidades, como alisar a terra após o plantio e proteger os pés contra acidentes nas olarias.

A partir da Segunda Guerra Mundial, o calçado passou a ser fabricado em máquinas industriais. Conta-se que, nesse período, os membros da resistência ao nazismo usavam, na neve, os tamancos com o salto invertido para enganar os inimigos. Dessa forma, os alemães seguiam as pistas na direção contrária.

Os holandeses mais velhos e alguns lavradores do campo vestem o tamanco até hoje. São chamados de "Klompen" por fazerem o som de “clomp, clomp” quando utilizados para caminhar.  Calcula-se que, atualmente, na Holanda, sejam produzidos por ano aproximadamente três milhões e meio de pares de tamancos.

Eles também são usados por grupos folclóricos durante as apresentações de danças típicas. Independentemente do tamanho e do material utilizado na sua fabricação, o tamanco também é usado na Holanda como um talismã para atrair bons fluidos na casa. Em Holambra, durante a Expoflora, os participantes dos grupos de dança holandesa vestem, junto com os tamancos, de quatro a sete pares de meias, umas sobre as outras, para não machucar os pés durante as apresentações.

Danças típicas
Cerca de 300 jovens holambrenses, de dez diferentes grupos, apresentam-se de hora em hora nos cinco palcos do recinto. O grupo de dança de Holambra é o único no mundo a reunir coreografias de distintas regiões da Holanda, graças a um intenso trabalho de pesquisa realizado pelo professor Piet Schoenmaker.
Os integrantes, de acordo com a idade, são divididos em grupos que têm nomes de flores, escolhidos pelas próprias crianças. Por ano, cada um deles aprende 16 coreografias que só podem ser repetidas quando o grupo já está junto há 10 anos. O repertório tem por objetivo preservar as raízes culturais holandesas e mostrar coreografias que datam de 1600 até a atualidade.
As danças são inspiradas na natureza (dança da chuva, do pica-pau e a polca no gelo - que lembra a patinação), em profissões e ofícios (sapateiro, lavadeiras, marinheiro, bombeamento de água, preparação da cerveja), nas colheitas (carregador de feijão, cevada madura) ou mesmo em histórias sobre a origem e as tradições do povo holandês, representadas por meio de valsas, marchas, mazurcas e o schots (que virou xote).
Os integrantes ensaiam semanalmente por sete meses (de fevereiro a agosto) para a apresentação na Expoflora. A maior parte dos dançarinos é morador de Holambra e descendente dos holandeses que fundaram a antiga colônia.

As porcelanas holandesas
Em Holambra, os visitantes podem encontrar a tradicional porcelana holandesa (delftsblauw). Inspirados pela alta qualidade da porcelana chinesa que chegava ao país pela Real Companhia das Índias Orientais Holandesas, os holandeses ficaram interessados em fabricar um produto similar.

Os ateliês de Delft, cidade do pintor Vermeer, que já se aventuravam numa faiança mais rudimentar, abraçaram a missão. Depois de uma análise detalhada da porcelana chinesa, que vinha de um barro especial (eles não sabiam qual era), os holandeses chegaram a um produto muito bom, com uma mistura de três tipos de barro.

No período de 1640 a 1740, houve um grande aumento na produção da delftsblauw, sendo que as pinturas com temática holandesa - como moinhos, tamancos e tulipas - foram introduzidas aos poucos. Por conta da coloração azul, elas ficaram conhecidas como delftsblauw (blauw = azul).

País das bicicletas
Bicicleta e Holanda nasceram um para o outro. Embora o sistema de transporte público do país (metrô, ônibus, bondes e trens) seja eficiente, praticamente todos os holandeses têm uma bike em casa. Como efeito de comparação, existe o dobro de bicicletas nas ruas em relação ao número de carros. Esse meio de transporte econômico e não poluente é tão valorizado no país que há um estacionamento na Estação Central de Amsterdã que comporta oito mil bicicletas.

As seis Holandas no Brasil
Hoje, o Brasil tem oficialmente seis colônias holandesas espalhadas pelo seu território: Holambra e Holambra II, ambas no estado de São Paulo; Carambeí e Arapoti, no Paraná; Castrolanda e Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul.

Ao contrário da colonização portuguesa, a holandesa foi marcada pela liberdade religiosa e cultural. Muitas são as pinturas sobre o nosso país assinadas por artistas holandeses. Um dos maiores acervos de Post e de Eckhout, pintores importantes para a historiografia brasileira que realizaram documentos iconográficos da nossa história, pode ser visto no museu do Instituto Ricardo Brennand, em Recife.

Museu Histórico Cultural de Holambra
Toda a história da imigração e da colonização holandesa no Brasil está relatada no Museu Histórico e Cultural de Holambra, integrado ao parque da Expoflora durante o evento. O seu acervo conserva cerca de duas mil fotos, objetos, maquinarias e tratores utilizados pelos imigrantes. Ao lado do museu estão réplicas de casas de pau-a-pique e alvenaria utilizadas pelos primeiros colonizadores da época.

Histórias gastronômicas
O croquete – kroketten - é uma invenção holandesa, introduzida nos Países Baixos no começo do século X. Ele é feito à base de carne de frango desfiada temperada com salsinha, cebola e limão. São muito comuns na Holanda, onde também são servidos como recheio em pãezinhos. Acompanhados por batatas fritas, formam a refeição rápida mais popular da Holanda.

Poffertjes (fofinhos) são doces tradicionais na Holanda, apreciados naquele país, pelo que se tem notícia, desde 1795. Os poffertjes, na verdade, foram criados na França, de onde praticamente sumiram nos dias atuais. A receita vem da época de Napoleão, quando houve escassez de farinha de trigo e sobrava trigo sarraceno. Como os conventos faziam hóstias com água e trigo, as freiras começaram a experimentar receitas alternativas e, assim, surgiram os poffertjes. Nessa época, Napoleão dominou boa parte da Europa, inclusive a Holanda, e os cozinheiros de suas tropas e os mercadores vendiam os poffertjes e sua receita. Com o passar do tempo, a França esqueceu essa delícia e a Holanda acabou ficando famosa pelos docinhos. Na Holanda, os poffertjes são vendidos em pratinhos descartáveis, em banquinhas colocadas nas ruas. Trata-se de uma espécie de minipanqueca coberta com manteiga e açúcar (tradicional) ou com morango e chantilly.

Pannekoek (fala-se panecuque) está para os holandeses assim como a pizza para os brasileiros. Considerada uma das receitas mais consumidas na Holanda, o prato pode ser brasileiramente explicado como uma panqueca aberta com recheio incorporado à massa e gratinada com queijo gouda.

O stroopwafel originou-se na cidade de Gouda, na Holanda. Foi feito pela primeira vez no início de século XIX por um padeiro, com as sobras de diversas bolachas da produção (migalhas) adoçadas com caramelo. Atribui-se a invenção do stroopwafel ao padeiro Geraldo Kamphuisen, em 1810, ano em que abriu a sua padaria. No início do século XIX, havia cerca de 100 padarias que faziam o caramelo de waffle em Gouda, a única cidade a produzir a bolacha até 1870. Depois dessa data, o biscoito também passou a ser feito em festas e nos mercados de outras cidades. No século XX, as fábricas começaram a produzir os stroopwafels, permitindo que esse tradicional biscoito holandês ganhasse o mundo. No entanto, até hoje, são produzidos artesanalmente em tradicionais feiras abertas de rua na Holanda e na Expoflora.

Serviço:
37ª Expoflora
Localização: Holambra/SP
Data: 24 de agosto a 23 de setembro (de sexta a domingo)
Horário: das 9h às 19h
Ingressos: R$ 48,00 na bilheteria e no site www.ingressorapido.com.br
Patrocínio: Coca-Cola Femsa Brasil, Água Mineral Crystal, Amstel e Ultragaz e apoio do Banco do Brasil e da Prefeitura Municipal da Estância Turística de Holambra.
Informações para o público: (19) 3802-1499

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